
A jornalista Wanda Chase faleceu na noite de quarta-feira (2), aos 74 anos, após complicações relacionadas a uma cirurgia de aneurisma dissecante da aorta. Ela foi internada no Hospital Tereza de Lisieux, em Salvador, e morreu quase seis horas depois de ser submetida ao procedimento. Wanda havia sido diagnosticada com a condição grave, que afeta a maior artéria do corpo humano.
Natural do Amazonas, Wanda se estabeleceu na Bahia em 1991, onde construiu uma carreira notável no jornalismo, com passagens pela TV Bahia, afiliada da Globo, pelo jornal A Crítica, a Rede Manchete e a Rede Globo Nordeste. Ao longo de sua trajetória, Wanda também se destacou como militante do movimento negro, buscando maior representatividade afrodescendente na mídia.
Além de seu trabalho como repórter, editora e colunista, Wanda continuou sua atuação no jornalismo após a aposentadoria, com projetos autorais como a coluna “Opraí Wanda Chase” no portal iBahia, um podcast e um livro sobre a axé music.
A família de Wanda divulgou uma nota de pesar nas redes sociais, ressaltando seu legado de luta, perseverança e sua paixão pela vida e pela justiça social: “Sua partida deixa um vazio irreparável, mas seu legado continuará a inspirar gerações futuras.”
O enterro de Wanda Chase ocorrerá no sábado (5), no Cemitério Campo Santo, em Salvador. Ela deixa amigos, familiares e uma trajetória marcada pela contribuição ao jornalismo e à defesa da igualdade racial.