Bom Jesus da Lapa cidade banhada pelo Rio São Francisco, terra das romarias e de uma cultura riquíssima e a cantora baiana Maria Bethânia uma das principais intérpretes do mundo se uniram no último fim de semana através da música. Através de uma música: Lapa Santa “Velho Chico”, que fala de Bom Jesus da Lapa, sua religiosidade e o Rio São Francisco.
A apresentação da música, de autoria de Roque Ferreira e Paulo Dáflin, aconteceu durante a live da cantora no Globoplay. E claro, o assunto foi um dos mais comentados pelos lapenses que vibraram com mais essa homenagem à Capital Baiana da Fé.
“Vim comemorar com vocês o dia 13 de fevereiro, dia mágico para mim”, anunciou Maria Bethânia, na live transmitida no último sábado (13). Magia é uma palavra apropriada para o que se viu. Afinal, o que se esperava dela estava lá: excelência sobre o palco, na performance dela, dos músicos e na escolha do repertório. Não é assim sempre? Mas, como acontece com frequência quando Bethânia está em cena, há algo além, que surpreende, que arrebata. E havia na apresentação do sábado.
O mote era marcar os 56 anos da estreia profissional de Bethânia, em São Paulo, no show “Opinião”, dirigido por Augusto Boal. Além das letras de protestos e intensamente emocionais, consagradas pelo público. Bethânia cantou pela primeira vez a canção “Lapa Santa”, vários sucessos consagrados e também falou das suas raízes negras, seu espírito festivo e suas ligações com o sagrado.
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